IBIRAPUERA
No inicio dos anos 50, o Ibirapuera era somente um matagal com uma estradinha estreita e asfaltada que fazia a ligação da avenida Brasil para a Vila Mariana. Nessa época ninguém conhecia aquela verdadeira floresta, como Ibirapuera, e sim Vila Puéra, era o jeito que a molecada dizia naquela época, sempre corrigido pelos adultos, pois o nome já existia. Alem do lago em que a gente ia nadar. Tinha somente arvores, muitos eucaliptos, e mais ao fundo perto da rua França Pinto, o instituto Biológico. Ao lado um campo de futebol. Era ali que a Portuguesa de Desportos treinava. Era muito gostoso ver Djalma Santos, Brandaõzinho, Julinho (Julio Botelho) Pinga, e muitos outros que brilhavam no futebol paulista e brasileiro. Djalma Santos, Brandaozinho e Julinho eram titulares da seleções Paulista e Brasileira, e jogaram, na copa do mundo de 1954. D. Santos jogou ainda em, 1958, 62 e 66.
Dizia-se na época que toda aquela área, era propriedade de uma viuva que teria doado o terreno a prefeitura para as comemorações do IV centenário da cidade, que seria comemorado em 1954. Quando o parque estava em obras era comum a quem estava sempre lá, como eu e meus amigos que morávamos no Itaim, bisbilhotar tudo o que se via e fazia por lá. Aquela mata praticamente fechada era um verdadeiro canteiro de obras, era comum ver-se por lá o governador Lucas Nogueira Garcês e o prefeito Jânio Quadros por lá vendo de perto o transcorrer das obras. O mausoléu aos heróis de 1932, estava sendo erguido também. Quando da inauguração do parque ele estava com madeirame em sua volta sendo inaugurado bem depois do parque. O mausoléu foi feito em blocos, dizia meu pai que era de granito, já que ele era marmorista. e foi construído num galpão ali dentro do parque mesmo. Quem construía era mestre Galileu, cujo nome a gente ouvia a toda hora. Depois fiquei sabendo tratar-se do escultor Galileu Emendabile. Em 21 de agosto de 1954, o parque do Ibirapuera estava sendo inaugurado, com muita festa. Tinha o parque Sangrilá, o museu de cera, a casa do Japão, o salão de exposições, Alcântara Machado, que ficou até o inicio dos anos 70. Depois foi transferido para o Anhembi. Tinha a lanchonete dentro do lago, onde se alugava um pequeno barco para dar uma volta. O parque Manequinho Lopes, um bonito viveiro de plantas e flores que está lá até hoje.
Escrito por mário Lopomo às 23h43
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Lago do lado oposto, vendo-se ao fundo o ginasio do Ibirapuera.
Parque do Ibirapuera e seu famoso lago e muito verde,
Escrito por mário Lopomo às 21h38
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praça do porquinho dentro do parque do Ibirapuera
Escrito por mário Lopomo às 21h32
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O porquinho e seus seguidores
Escrito por mário Lopomo às 21h29
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Monumento as bandeiras. Uma grande do escultor Victor Brecheret, um presente ao IV centenario da cidade de São Paulo.

Inscrição feita na lateral do monumento as Bandeiras na praça Armando Sales de Oliveira, na entrada do parque do Ibirapuera.
Escrito por mário Lopomo às 20h51
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Predio da assembleia legislativa, area que pentence ao parque do Ibirapuera. A esquerda está o ginásio de esportes, onde se apresenta as seleções de Volei e baskete. Está tambem, o conjunto Constancio Vas Guimarães, onde são realizados os esportes amadores. Ali está o velodromo para as provas ciclisticas.
Escrito por mário Lopomo às 20h43
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ITAIM BIBI
RUA JOAQUIM FLORIANO. A rua mais importante do bairro. Ela foi a primeira a se ver livre da terra. Teve seu calçamento realizado nos anos 40. Anos mais tarde substituido pelo asfalto. Nos anos 50 foi palco de grandes festejos de carnaval, com a particpação da escola de Samba Garotos do Itaim varias vezes campeão do desfile carnavalesco.
No metade dos anos 40 quando eu já tinha 6 anos, o Itaim era um simples bairro periférico. Do rio Pinheiros ainda com águas limpas. Havia um hiato grande onde os bairros seguintes que já pertenciam a zona Oeste, era Pinheiros que ficava na outra ponta da rua Iguatemi.
Ou então a Vila Sônia, Caxingui, da metade da avenida Francisco Morato, em diante. Entre Itaim e Pinheiros iria ser formado o Jardim Europa pela companhia City. E antes do Caxingui estava o Morumbi que era simplesmente uma Floresta. A ponte Cidade Jardim já não era mais aquela ponte de madeira. Pois pelo fato de o, Jóquei Clube ter se mudado da Mooca, para aquele local, a ponte de madeira que ligava a zona oeste a zona sul, foi substituida pela ponte de concreto (até pouco tempo ponte Cidade Jardim). Hoje tem a denominação de ponte Roberto Zucollo. O Butantã ainda era um deserto, a Cidade Universitária estava no papel, e só foi levado a frente em 1963, quando dos jogos Pan Americanos em 1963, realizados em São Paulo. Os prédios construídos para alojar os atletas ficaram servindo ao Crusp, para moradia dos alunos. O Itaim era aquele quadrilátero que vinha do largo da Maná (hoje Praça Gastào Liberal Pinto) até o rio Pinheiros. No sentido contrario, o Itaim ficava entre o córrego que dividia do bairro com o Jardim Europa, posteriormente canalizado e sendo a extensão da avenida Nove de julho. Até a rua Antonieta (hoje rua Miguel Calfat) daí em diante seria a futura Vila Olímpia. Lembro-me ainda que nos anos 40, já terminada a II Guerra Mundial, ainda circulavam os ônibus com aquele enorme cilindro de gasogênio que substituía a gasolina, que era racionada. Os problemas com a farinha também racionada por ser importada, era também, resquícios da Guerra, fazia com que tínhamos que ir de madrugada na fila do pão para, pelo menos pegar um filão sem contra peso para formar um quilo.
O bairro do Itaim veio depois do loteamento da chácara Itaim, de propriedade de Leopoldo Couto de Magalhães, cujo apelido era BIBI, que deu origem ao complemento no nome do bairro, para não se confundir com o Itaim Paulista, na zona Leste. A antiga rua do Porto levou o nome do inspirador do bairro e hoje é, a rua Leopoldo Couto de Magalhães Júnior) A rua principal do Itaim era, (e, é até hoje) a rua Joaquim Floriano que se iniciava no largo da Maná (praça Gastão Liberal Pinto) e terminava na rua Iguatemi em frente o sanatório Bela Vista. Ela ainda era de terra, e me lembro de quando os calceteiros iniciavam o calçamento dela, colocando um a um os paralelepípedos jogando areia por entre eles.
Por sua extensão a rua Joaquim Floriano ia tendo suas transversais, ou pequenas ruas iniciando nela. Começava pela rua Brasilia, depois Ibiate, rua Bibi (hoje Renato Paes de Barros), rua Tapera (hoje Bandeira Paulista) Rua Arnaldo (hoje Urussui) Rua João Cachoeira, Rua Jeribatiba (hoje Manoel Guedes) rua da Ponte (hoje Clodomiro Amazonas) e finalmente Iguatemi. Nesse percurso a rua Joaquim Floriano, tinha o Rinque de Patinação, a Delegacia, o grupo escolar Aristides de Castro e Circo Teatro do Mazaroppi, que morava na rua Paes de Araújo. A igreja de Santa Teresa ainda era na rua Tabapuã, sendo depois construída uma nova na esquina da rua da Ponte (Clodomiro Amazonas) . Uma das características do bairro do Itaim era a de homenagear as mulheres, colocando varias ruas com nomes femininos. Rua Alice, Rua Silvia, Rua Heloísa, que beirava o córrego do sapateiro, passando posteriormente a chama-se, Rua Eduardo de Souza Aranha. Com a canalização do córrego, e o conseqüente asfaltamento, coincidiu com a morte do presidente Juscelino Kubitschek, tendo ela ficado com essa denominação. Tinha também a rua Amélia (hoje com duas denominações: Jesuino Cardoso até a Clodomiro Amazonas e Alceu de Campos Rodrigues até o Hospital São Luiz, na avenida Santo Amaro. A já citada rua Antonieta (Miguel calfat) Rua Norma (rua Flado Haidar) Rua Teresa, rua Arminda, rua Iara, rua Iaia (permanece até hoje) e rua Helena. O Itaim tinha ao final da rua 17 (hoje Ramos Batista, um porto de areia, que com as chuvas formou-se uma lago de grande profundidade, que levava o nome de descoberta, em que morriam vários meninos afogados. Depois de aterrado formou-se o lixão, justamente onde fica o elefante branco da Eletro Paulo e a parte baixa do edificio onde se localiza a loja Daslú.
O Itaim faz divisa com o Jardim Paulista pela avenida São Gabriel. E com a Vila Nova Conceição pela avenida Santo Amaro e com a Vila Olímpia até rua Antonieta (rua Miguel Calfat). O Itaim tinha sua rua comercial a Joaquim Floriano, A Casa Paes era o magazine em que tudo se encontrava, sendo superada pelo Bazar Mil, na antiga rua Amélia onde tudo era muito dificil não se encontrar o que queria. Seu dono João, era chamado de João Mil, sabia direitinho onde encontra uma quinquilharia, por menor que ela fosse. Caso o cliente realmente precisava do objeto ele dizia tenha paciencia que a qualquer hora eu
Escrito por mário Lopomo às 21h13
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encontro. E encontrava mesmo. Mais tarde nos anos 70-80 com a sofisticação da rua João Cachoeira, ficou ela sendo o point do comercio, principalmente de roupas. Já no inicio dos anos 70 a camisaria Porto Belo era a referencia em roupas masculinas, daí deu-se o inicio do sucesso da João Cachoeira, patrocinado pela mídia. Os clubes de futebol eram outro ponto de destaque no bairro. O Marechal Floriano, era o referencial do esporte Bretão. Seu campo todo cercado o melhor gramado, nada ficava a dever para qualquer campo de futebol profissional. Era o único em que cavalos e vacas não entravam devido estar bem cercado. Depois vinha o Grêmio, também Floriano, São Cristóvão, Marítimo, e Canto do Rio, cujos campos a maior parte careca, tinham grandes deficiencias no piso. Hoje o Itaim é um dos metros quadrados mais caros da cidade de São Paulo. Dentre as ruas que tinham denominações, até os anos 50-60, poucas ruas tiveram seus nomes mantidos.
1- A rua Joaquim Floriano, (Joaquim Floriano de Toledo nasceu em São Paulo aos 09/06/1794
Em 1823 foi nomeado Secretário do Governo, lugar que ocupou até 1838. A Rua Joaquim Floriano que, naquela época era considerada a "estrada principal". Com oito metros de largura, seu leito era todo de pedregulho e ladeada de magnólias. Essa Rua teve sua origem em um terraço, que servia de caminho para a Casa Grande da chácara. Foi a principal via de acesso ao bairro, pois continuava a Av. Brig. Luís Antonio. Foi também a primeira a receber asfalto, luz e água; foi o primeiro núcleo comercial, cultural, de prestação de serviço e de lazer. Entre 1920 e 1930, costumava-se dizer que "tudo estava na Joaquim Floriano" (padaria, venda, farmácia, parteira, médico, delegacia, cinema, grupo escolar). Porém, dois estabelecimentos marcaram mais fortemente a história desta rua: o primeiro deles é a fábrica de chocolates "Kopenhagem", fundada por David Kopenhagem e sua esposa D. Anna, imigrantes da Letônia, que chegaram ao Brasil em 1925. Em 1943 a família adquiriu o terreno onde instalaria a indústria. Chocolates Kopenhagen. 2 - Rua João Cachoeira. João Cachoeira foi um antigo empregado da família Couto de Magalhães, proprietários da antiga "Chácara Itaim" e fundadores do atual bairro Itaim Bibi No dia 22 de maio de 1929, a Câmara Municipal aprovou um projeto que deu origem à Lei 3.488 de 23/05/1930, autorizando o prefeito a oficializar o nome uma das ruas mais conhecida do Itaim Bibi.
3 - Rua Pedroso Alvarenga. Antonio Pedroso de Alvarenga, foi notável bandeirante no século XVII. Tomou parte na expedição de João Mendes Geraldo, em diretriz do Sul brasileiro, no ano de 1645. Era filho de Francisco Alvarenga e de sua mulher Luzia Leme, e casado com Maria de Brito, filha de Antônio Bicudo de Brito, todos de São Paulo. 4 - Rua tabapuã . Tabapuã é o nome de um município paulista, localizado na região de Araraquara. "1º trecho entre o Rio Pinheiros e a Rua Iguatemi; 2º trecho entre a Rua da Ponte ( hoje - Clodomiro Amazonas) até a divisa com a Vila Primavera (esta divisa é a atual Av. São Gabriel)
5 -"Rua Iaiá" - (grafada naquela época como "Yayá"). Não consta da documentação uma explicação para essa denominação. Podemos apenas supor que trata-se de um apelido dado a uma mulher, parente ou amiga dos antigos proprietários da "Chácara Itaim". Porém, esta explicação necessita de uma confirmação.
A seguir a sequencia do Itaim
Escrito por mário Lopomo às 21h08
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VILA OLIMPIA BROOKLIN
Escrito por mário Lopomo às 21h12
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Rua Ribeirão Claro, (seu unico nome). Nome que permanesse até hoje. Começa na rua Alvorada e termina na rua das Fiandeiras. Crusa as ruas, Dr. Cardoso de Mello, Gomes de Carvalho, Casa do Ator, Quatá e Helio Pelegrino.
Escrito por mário Lopomo às 21h10
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A Vila Olímpia é a continuidade do bairro do Itaim. A Vila Olímpia ainda era nos anos 50 um bairro totalmente deserto. suas ruas eram de terra e recebia a rua da Ponte (Clodomiro Amazonas) que vinha do Itaim como rua que era referencia para qualquer indicação. A partir das rua Antonieta, (Hoje Miguel Calfat) já tinha a Visconde da Luz cuja denominação permanece até hoje. Depois vinha A Firmino Ladeira, que virou Rua Santa Justina. A rua João cachoeira era outra oriunda do itaim, que varava a Vila Olímpia findando na antiga rua Norma que também mudou seu nome para Flado Haidar. depois vinha a rua das Fiandeiras,(outro nome que existe até hoje) o córrego Uberabinha, rua Quatá. Rua Casa do Ator, onde se situava a igreja do divino Salvador, e a casa dos velhos artistas que dava o nome a rua. Já a Rua Gomes de Carvalho, chamava-se rua Entre Rios, por que ficava entre os córregos Uberabinha e o córrego da Traição, que despejava suas águas em frente a Usina do mesmo nome que ficava dentro do rio Pinheiros. Ai vinha a avenida Central, que hoje é a rua Cardoso de Mello. A rua Coronel Camizão, teve seu nome mudado para rua professor Waia de Abreu. Como o bairro tinha muitos portugueses muitas ruas lembravam coisas de Portugal. Rua Cabo Verde, (colônia portuguesa na África). Rua Júlio Dinis (escritor português). Rua Viseu. Mercearia Algarve. A padaria Mondego. Nos anoa da decada de 60, a Vila Olimpia era considerado um dos bairros mais violentos da cidade de São Paulo, Foi um grande exportador de seres humanos para a casa de detenção. quando a Vila estava sossegada podia se crer que a casa de detenção os abrigava. mas eram mais ladrões do que assassinos. Ladrões que não respeitavam as casas do proprios amigos do bairro. Birolho, Geneci, Gato e outros. A Vila teve um assassinato. Foi o Zeso que matou o Gato na rua Nova Cidade, por causa de drogas. teve um assassino que foi o primeiro a matar motorista de praça em São Paulo. Natanael, que pegou 24 anos de cadeia e o nego que estava junto com ele teve uma pena de 15 anos. nego se matou devido ter sido estuprado. O corrego da trição era a divisa da vila Olimpia com o Brooklin. O que acontecia do lado da vila era resolvido pela regional de Pinheiros. Casos de policia no 15. distrito policial (rua Macuco) e assuntos referente a Ligth na avenida Santo Amaro.(vila nova conceição). Já do outro lado do córrego da traição, começava o, Brooklin Novo.
O bairro do Booklin, tinha a denominação de novo, porque depois do bairro de Monções, tinha já o Brookin, que passou a ser denominado de Brooklin Velho e ia até a avenida Morumbi.
O novo, foi loteado pela companhia Bandeirante de Terrenos e Construções. Os primeiros moradores membros da colônia portuguesa. Vindo um, atra veio a raça toda. Por isso algumas ruas também tinham denominações de cunho Lusitano. Rua Lourenço Marques, (outra colônia portuguesa). Conceição de Monte Alegre. Depois da Hípica Paulista, E para não deixar duvidas Avenida Portugal.
Mas depois disso vinham em sua maioria, ruas com nomes de estados americanos. Michigam, Florida, Texas, Miami, Kansas, Nebrasca, Nova York, Hollywood. Onde, hoje é a avenida Luiz Carlos Berrini, era um córrego de águas límpidas que chamávamos de rio Pinga. Isto porque tinha uma ponte de ferro de 50 centimetros de lagura (pinguela), de onde toda a garotada pulava para nadar. Mas o que a gente gostava mesmo de fazer, era jogar bola. Era de manhã a noite. O campo do Cometa, era de terra preta, o que deixava todos escuros de terra. Era preciso usar caco de telha para tirar o cascão. Na hora do almoço quando a mãe chamava para almoçar, sempre pedíamos um tempo a mais para desempatar o jogo. "Mãe, péra um poco". Tá 11 a 11, quem marcar o doze ganha. Quando a gente precisava de dinheiro para comprar bola de capotão, cada um se virava como podia. Carretos na feira, catava esterco para vender ao jardineiros, catar funcho (cogumelos) e vender para os estrangeiros que já eram muitos por ali. Pegávamos pedaços de Bom Brill, pulando o muro da fabrica da rua Nova York e fazíamos pedaços para vender, ou então a gente ia na venda para as vizinhas para ganhar um trocos. Tinha também uma mulher viuva, que dava aulas de sexo para garotos, mas em vês de cobrar, ela pagava. Na próxima encarnação quero ser moleque de novo, e voltar a morar no Brooklin Novo.
Escrito por mário Lopomo às 21h02
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BEM VINDOS A MOEMA
Escrito por mário Lopomo às 20h53
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Igreja de Nossa Senhora Aparecida, o marco de Moema. Fica na praça do mesmo nome. Todos os anos dia 12 de Outubro, são celebradas missas das 6 horas até as 18 horas em se faz a procissão pelas ruas do bairro.
Escrito por mário Lopomo às 20h51
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MOEMA
A 50 anos atras Moema e Indianopolis se confundiam. Alias Indianopolis era mais conhecida do que Moema. No inicio dos anos 50 a prefeitura para homenagear a raça Árabe, trocou o nome da avenida Indianopolis, para rua Republica do Líbano. Houve uma revolta do povo que tirou as placas jogando-as fora. Depois através de uma acordo entre moradores e prefeitura esta avenida ficou com os dois nomes. Republica do Líbano até a Avenida IV Centenário, continuando como avenida Indianopolis, até a avenida Jabaquara. Mas a principal via de Moema já era a avenida Ibirapuera. Com suas pista divididas por uma canaleta por onde passavam os bondes que vinham do Largo Sete de Setembro (Liberdade) indo até a, Avenida Adolfo Pinheiro (Santo Amaro). Até 1972 a avenida Ibirapuera ficou com esse nome de "cabo a rabo". Com a morte do Zé da farmácia, (José de Oliveira Dinis) foi dado seu nome a uma parte da avenida a esse grande benemérito que foi o homenageado. Zé da Farmácia foi candidato a vereador por muitas vezes representando o bairro de Santo Amaro, perdia todas. Porem em 1972 ele ganhou. Isso foi em outubro. Mas em janeiro de 1973, dois meses antes de tomar posse, ele veio a falecer trabalhando em sua farmácia que ficava no bairro de Santo Amaro. O bonde Santo Amaro que passava pela avenida Ibirapuera teve seu ultimo trajeto em 1968, foi também o ultimo dos moicanos, apenas ele resistia. As demais linhas de bondes já tinham sidos retirados de circulação, pelo prefeito José Vicente Faria Lima. Nessa confusão Moema-Indianopolis, havia dois lados. A saber: Uma parte tinha denominações de Pássaros e outra de Índios. No lado pássaros, fala-se Moema. Já do outro lado da avenida Ibirapuera onde prevale-se nomes de Índios, leia-se Indianopolis. Mas o povo costuma dizer Moema pássaros, e Moema Índios, desprezando Indianopolis. Onde se situa-se o clube Sírio por exemplo, é Indianopolis, para se ter uma base. Eu normalmente tomava o bonde na cidade, e descia na avenida dos Eucaliptos, para ir ao Brooklin. Ali já tinha a denominação de Vila Helena. Ali em frente, tinha a Fiação Indiana, uma enorme fabrica de tecidos. Terreno onde hoje se situa, o Shopping Ibirapuera. Já que falamos em avenida dos Eucaliptos, essa via é por demais conhecida. Mas esse nome esta somente na boca do povo. Porque oficialmente ela não existe. Na prefeitura consta como Rua João Castaldi. Veja o exemplo se alguem perguntar onde fica a panificadora Empório Santa Marcelina, todo mundo vai dizer que é na avenida dos Eucaliptos. Mas ao verificar o cupom fiscal, verá que a razão social, é rua João Castaldi.
Naquela época o local de encontros fora a igreja de Nossa Senhora de Aparecida. Costumava-se marcar encontros defronte ao Brindes Pombo, pouco antes da igreja.
Escrito por mário Lopomo às 20h41
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Cabeceira da pista que acesso a Moema, pelo lado da esquerda, passa a avennida dos bandeirantes. Acesso a rodovia dos Imigrantes,
Escrito por mário Lopomo às 20h05
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Avenida Moreira Guimarães, lado esquerdo Moema, lado direito Indianópolis.
Escrito por mário Lopomo às 20h01
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LOJAS DA CIDADE DE SÃO PAULO
Até o inicio dos anos 70 as lojas predominavam no centro da cidade. Foi somente depois que os Shoppings começaram a proliferar é que o centro da cidade foi ficando com uma forte concorrência que muitas lojas preferiram aderir os shoppings, e fechar que tinham no centro da cidade. Lembro me do primeiro terno que comprei, foi nas lojas Garbo da rua XV de Novembro. Minha escolha pela loja Garbo era a propaganda (reclame se dizia na época) que fazia no radio repetidamente. "Você precisa de uma roupa nova, lojas garbo tem, a roupa que lhe fica bem, muito bem !"
E só comprei esse terno, para ir no casamento do meu amigo Moisés e da minha amiga de infância a, Neide. Foi no dia 28 de Junho de 1958. Éra um sábado que antecedia o grande jogo decisivo da copa do mundo da Suécia em que o selecionado brasileiro seria campeão do mundo pela primeira vez. Daí pra frente passei a entrar em varias lojas para ver os preços de roupas. E loja era, o que não faltava no centro da cidade. Tinha a Exposição, na esquina da Praça do Patriarca, bem em frente a rua Direita. A Ducal com loja, tanto na rua Direita, como na Av. São João, esquina da Don José de Barros. A Clipper que mais tarde acabaria se fundindo com a Exposição, ficando Exposição-Clipper. Todas essas lojas vendiam tambem sapatos e Chapéus. As marcas mais procuradas era Calçados Scatamaquia bico fino, Camelo de cromo Alemão ou então o famoso 752, da Vulca Brás, com sola de borracha que durava 3 anos e mais 6 meses, e meio.
Chapéu tinha que ser Prada. Para quem não queria comprar roupa feita. A melhor loja para a compra de tecidos para se fazer terno no alfaiate. (O que era muito comum). Tinha a loja Scaff na rua direita. Linho, Gabardine, Risca de Giz, normalmente de cor Cinza. Ou então o manjado tecido Azul Marinho, a cor mais vista para ternos juntamente com tecido de cor preta, alguns com listras brancas. Tinha aquele que gostava do terno de Linho, e ai a cor era, Branco..
Na época dizia-se que era roupa de malandro com sapato preto de bico branco e chapéu coco. Roupa de gafieira. Muito comum na Gafieira do Som de Cristal.
Acabei ficando viciado em terno e gravata, que ia até no Pacaembú, em pleno verão de terno e gravata. Depois do jogo ficava pela cidade mesmo paquerando.
(naquele tempo pegando mulher) Em se tratando de lojas tipo magazine, ou loja de departamento, a referencia era o Mappin. Referencia para tudo, coleta de preços, reportagens e fotos na primeira pagina de todos os jornais, por ocasião do Natal ou dia das Mães. Na época da Páscoa a loja mais procurada era a Kopenhagem. O chocolate mais gostoso, que se fazia em São Paulo. Já o chocolate Lacta, era popular e vendido em qualquer loja, como as lojas americanas na rua direita e lojas brasileiras no mesmo endereço, rua Direita. Era vendido também em bares e mercearias. Sendo que a Kopenhagem só vendia em sua próprias lojas.
Escrito por mário Lopomo às 19h00
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OS BAILES DE SAMPA
CASINO VILA SOFIA, UMA DAS POUCAS REFERENCIAS DOS BAILES DE OUTRORA
Escrito por mário Lopomo às 18h06
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OS BAILES DE SAMPA
Na minha juventude fiz a chamada ronda das calçadas do centro da cidade de São Paulo. Andei por toda cidade a procura digamos de emoção. Bailes, bilhares e até mesmo na zona do agrião eu andava.
Os salões de bailes da cidade eram muitos. Tínhamos o Badaró na rua 24 de maio, mas seu nome verdadeiro era salão de baile Belo Horizonte. O Som de Cristal era a mais famosa gafieira de São Paulo.
Lá era o verdadeiro palco do samba, ficava ou ainda fica na rua Bento Freitas. Quem tinha samba nos pés não saia dali. Já o Cartola Clube ficava (ainda fica) na avenida Brigadeiro Luiz Antônio, próximo a avenida Paulista. Era outra casa que dava muito valor ao samba, se bem que tocava também boleros, Fox Trot e outros ritmos centro americanos. O Club Homs, que ficava num casarão, de estilo Art. Decaut, da avenida Paulista, era muito requisitado para bailes de formatura, ao final de ano. No mês de março, estava com sua agenda lotada de pedidos para as festas de formandos. Também o Clube Piratininga era requisitado para bailes de formatura. Mas o forte mesmo eram os bailes da terceira idade, os chamados bailes da saudade, popularisado por Morais Sarmento. Na rua Florencio de Abreu tinha um salão de baile muito popular. O Elite 28. Este salão foi palco de uma das maiores tragédias na cidade de São Paulo. Foi no baile de Santo Antônio, dia 13 de junho de 1953. O salão ficava em cima de uma loja de tecidos, que por volta da meia noite incendiou. O fogo e a fumaça entrou pelo salão causando uma correria desenfreada. A estreita escada de madeira, não aguentou e ruiu, muita gente morreu pisoteada e outros mortos foram os que se atiraram do alto do prédio. Mas o delegado da oitava delegacia foi o sacrificado da historia. Quando ele tentava subir a escada e pedia calma para o povo desesperado, foi enforcado com sua própria gravata. No total 56 mortos se minha memória não estiver falhando. Nos bairros lembro do Vila Sofhia na avenida de Pinedo, bairro do Socorro (Santo Amaro). Até 1947 o cassino Vila Sofhia era uma casa de jogos. Com a proibição do jogo pelo presidente Eurico Gaspar Dutra, ficou sendo apenas salão de Baile. Era como se dizia jocosamente, "o clube das velhas". Mulheres de uma idade acima dos 50 anos, eximias bailarinas, em que os jovens apostavam em aprender dançar. Depois lá pelas tantas da madrugada, a coisa ficava na base da negociação. Era um tempo em que voltar para casa de madrugada tinha um só problema: a condução, porque violência, nem se pensava. Tinha outras casas de bailes. Por exemplo os Taxi Danças, onde se picotava o cartão que a pessoa recebia na entrada. Mas nos Taxi danças só entrava Homens, porque mulheres, o salão já tinha. Elas eram remuneradas de acordo com a picotagem dos cartões que ela participava. Cada minuto era cobrado um cruzeiro. No caso de tomar uma bebida ao lado de uma das moças para um convite extra, contava-se os minutos de papo, fora o preço da bebida que barato não era. Era o famoso Avenida Danças, que ficava na avenida Ipiranga. Tinha tambem o Chuá Danças menos famoso que o Avenida. Ali na avenida Ipiranga bem no inicio, tinha o restaurante dançante Atlântico. Ali não se pagava nada alem do que consumia. Os durangos tomavam um refrigerante só para poder dançar com belas mulheres que fingiam não ser do Baz Fond. Se vestiam muito bem e eram bonitas que mais pareciam mulheres da sociedade normal. As demais que iam com os maridos, jamais imaginavam estar ali ao lado de mulheres a procura de programas. Era ali que quem queria, podia se ver, frente a frente com a prostituta mais bonita de São Paulo. Angela Boneca. Uma linda loira, muito educada que fazia pulsar muitos corações masculinos e rejeitou grandes ofertas para se tornar madame fulana de tal. Ela gostava do que fazia. O de dar momentos de alegria a homens solitários. Infelizmente um jovem doentio por ela, ao ser recusado em ser marido da mais bela mulher da noite paulistana, a matou com um tiro. depois de manter relação com ela e ser rejeitado ao pedido de casamento. Era um jovem de 21 anos filho de fazendeiro de Araraquara. Quem não ficava até mais tarde no baile podia jogar um bilhar e para tanto tinha o Maravilhoso na avenida Ipiranga, onde podia se ver o maior jogador de bilhar de São Paulo. Era Carne Frita. Referencia a todos que jogava uma partida boa ou então dava uma tacada fora de serie. Sempre havia uma forte exclamação. FALA CARNE FRITA !! Saindo do Maravilhoso era só atravessar a Ipiranga e depois atravessar a São João e tomar um chope no BAR BRHAMA. Bons anos vivemos em São Paulo.
Escrito por mário Lopomo às 12h54
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CASSINO VILA SOFIA: até 1946, ficou como cassino. Com a proibição do jogo pelo presidente Eurico gaspar Dutra, passou a salão de baile. Permanesse até hoje na avenida de Pinedo. (Socorro- Sto Amaro) É sem duvida o salão de baile mais antigo da cidade de São Paulo. Como antigamente Mulheres não pagam, para entrar
Escrito por mário Lopomo às 12h49
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Nada mudou no Vila Sofia. Tudo permanesse como a 60 anos atraz.O Vila Sofia sempre foi uma casa popular. Os artistas são sempre de origem popularesco, e hoje o forró e o "sertanejo" faz parte do cenario musical para a dança. Ao contrario dos anos 50, onde o samba e o bolero mandavam.
Escrito por mário Lopomo às 12h46
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