O HISTORIADOR


 CIDADE   DE  SÃO PAULO

  452  ANOS

VEJA UM POUCO DA HISTORIA DESSA MAGNIFICA CIDADE, COM TEXTOS E FOTOS DE: MARIO LOPOMO.

(65  FOTOS)



Escrito por mário Lopomo às 21h13
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Avenida São João entre o Vale do Anhangabau e o largo do Paisandú. Ao fundo  se ve o edificio Martinelli a direita, e o predio do antigo banco do estado de São Paulo, agora banco Santander, com a bandeira das 13 listras tremulando no mastro.



Escrito por mário Lopomo às 21h08
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Mosteiro de São Bento, localisado no largo São Bento esquina da rua Florenciode Abreu. Ali são executados canticos Gregorianos  aos domingos a tarde.



Escrito por mário Lopomo às 21h01
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Edificio Martinelli, por muitos anos o mais alto edificio da cidade de São Paulo. Superado  pelo edificio Italia.



Escrito por mário Lopomo às 20h33
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Igreja Nossa Senhora do Rosario, popularmente chamado de a igreja dos negros, no largo do Paisandú.



Escrito por mário Lopomo às 20h24
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O famoso cruzamento da avenida São João com a Ipiranga. Caetano Veloso eternizou esse cruzamento na musica Sampa.



Escrito por mário Lopomo às 22h38
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Escrito por mário Lopomo às 22h34
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Teatro Municipal, uma das grandes obras do arquiteto  Ramos Azevedo



Escrito por mário Lopomo às 22h31
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Este  é o pedio do antigo Mappin, que faliu. Era a referencia em lojas de departamentos até os anos 70. Hoje pertente as CASAS BHAIA. Do antigo Mappin só restou o relogio.

 

Edificio Alexandre Mackenzie, antiga sede da Ligth And Power, empresa Canadense que fornecia a eletricidade a cidade de São Paulo. Hoje é um Shopping  Center.



Escrito por mário Lopomo às 22h21
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Viaduto do chá, a direita o edificio Matarazzo, atual sede da prefeitura, atras o  OTHON PALACE HOTEL.



Escrito por mário Lopomo às 22h17
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você  está chegando a Praça da Sé, olha a  catedral ai .



Escrito por mário Lopomo às 22h02
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Na praça da Sé esta o marco zero, ali você  tem uma ideia  da posição  das zonas da cidade.



Escrito por mário Lopomo às 21h55
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              PRAÇA DA SÉ

Ali é o eixo da cidade de São Paulo. Quem for lá na praça, vai ver o marco zero da cidade, bem em frente a Catedral. A praça de Sé tem dois mundos. O dia e a noite. Mundos totalmente diferentes. Durante do dia a praça da Sé abriga os funcionários do fórum, (que ficava ao lado, na praça Clovis Beviláqua) dos escritórios e lojas, não só da praça, como o pessoal que trabalhava em seu entorno. Por ali passavam milhões de pessoas por dia, os que iam para os bairros da periféricos dos quatro cantos da cidade. Assim, como os que faziam o percurso ao contrario. Na praça da Sé se via de tudo, vendedores ambulantes, engraxates, vendedores de bilhetes, Bexigas, o homem do realejo, os famosos vendedores de ilusão, como cartomantes, leitores(as) de mãos. Na praça da Sé não se podia bobear. Quando um vendedor de bilhetes passava quietinho, e não oferecia o bilhete, era preciso ter muito cuidado. Porque, lá vinha bomba em cima dos incautos. Eles malandramente, deixavam cair um bilhete no chão. Quem vinha atras e pegava o bilhete para entregar numa generosa solidariedade, tinha que aguentar a imploração, pelo fato ter recolhido o bilhete, e retornado a ele. "Você achou o bilhete premiado, diziam eles. Não desperdice a chance que Deus está te dando nesse momento". Tinha que ser esperto ainda e ter boa sensibilidade no corpo, para não ser surrupiado por um punguista. Na época chamado de, mão leve. Tinha gente que só sabia que tinha sido roubado, quando via o bolso fora da calça e vazio.

A noite a coisa mudava de aspecto. Era outra praça da Sé. Era completamente diferente daquela barulhenta e confusa praça com gente se esbarrando, e andando as pressas. A praça talvez com quase o mesmo numero de pessoas, era uma praça de Sé mais calma. Quem chegavam eram os boêmios que vinham curtir uma boa batucada , contar seus casos (e causos) Moçoilas e rapazaes vinham fazer o footing, como se a Sé, fosse uma pracinha do interior. Muita gente do Brás e do Bexiga para lá iam. E foi na praça da Sé que Adoniran Barbosa, Geraldo Filme, compuseram muitas de suas musicas. Tambem Germano Batista, batucava seus sambas, na tampa de lata de graxa. Aos sábados era que a praça da Sé, ficava mais festiva. As lojas fechavam as 13 horas, daí para frente ela ficava somente para os passantes e os engraxates, alem dos bilheteiros que até as 14 horas tentando vender os últimos bilhetes para não ficar encalhados. E a noite tinha a batucada dos engraxates, que ficou famosa. Vinha gente de todo lado para ver e ouvir. Tornou-se até uma atração turística. Anos mais tarde a praça da Sé ficou maior. Para a construção da estação Sé do metro, o edifício Mendes Caldeira, foi implodido, e a praça Clovis Beviláqua, deixou de existir, ficando somente uma Praça. A da Sé.



Escrito por mário Lopomo às 21h47
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A praça de Sé tem de tudo,  até equilibrista se arriscando para ganhar uns trocados.



Escrito por mário Lopomo às 21h41
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Rua direita a ligação entre a praça de Sé, com a praça do patriarca.



Escrito por mário Lopomo às 21h37
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Estação Sé do metro



Escrito por mário Lopomo às 21h32
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Avenida Rangel Pestana  em seu inicio.

Aqui  começa o bairro do Bras.



Escrito por mário Lopomo às 23h13
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BRÁS

Os primeiros registros do bairro do Brás, remontam ao inicio do seculo-18 quando foi pedida a edificação de uma capela em homenagem ao senhor Bom Jesus do Matozinho, em uma chácara de José Braz. (isso mesmo Braz com "Z") As primeiras referencias a esse José Braz constaram de atas da câmara de vereadores de 1769, quando se despacharam varias petições em nome do mesmo. Tal chácara que era conhecida como caminho do José Braz, e passou a ser a rua do Braz, e hoje é nome de avenida Rangel Pestana. São Paulo nessa época não tinha mais do que 30 ruas, e por ser uma cidade extremamente pacata foi escolhida em 11 de agosto 1827, juntamente com a cidade de Olinda (Pernambuco) para sediar a academia de direito.

Nas imediações do Brás existiam varias chácaras onde residiam famílias ricas da época, entre elas a do engenheiro Carlos Bresser e a chácara do Ferrão, que pertencera a Marquesa de Santos - a preferida do imperador D. Pedro I.

No ano da proclamação da republica, a capital contava com 65 mil habitantes. O desenvolvimento do bairro foi lento, até que veio a cultura do café e com ela os imigrantes. Ora a hospedaria dos imigrantes ficava (e fica) no Brás, de onde partiam para as lavouras de café no interior do estado. Mas muitos imigrantes preferiram ficar na capital o que transformou o bairro num local onde a influencia italiana se fez sentir de maneira decisiva. A partir daí as fabulas juntara-se ao café e trouxeram um grande desenvolvimento ao bairro. Os italianos começaram a montar suas pequenas fabricas e o progresso chegou depressa. Basta ver: Em 1886 o Brás tinha 6 mil habitantes, e em sete anos esse numero aumentou cinco vezes mais. Claro a grande maioria de italianos. O bairro do Brás era uma pequena Itália. A partir da década de 40, devido a grande seca que assolou diversos estados do nordeste ocorreu no bairro uma constante e progressiva entrada de nordestino, na mesma medida que diminuía a presença de italianos. Houve uma transformação muito grande no bairro do Brás. Com o correr do tempo o Brás foi perdendo a característica italiana dando lugar ao comercio nordestino, ou seja: o comercio de alimentos, roupas e musicas. A rua Caetano Pinto era o símbolo da colônia italiana no Brás. Segundo se dizia na época a totalidade dos moradores da rua era de italiano. Quando jogava o Palestra, depois Palmeiras, a festa era total. Quando ganhava é lógico. Se a derrota viesse haja falatório alto, e nervoso.

Já na rua Piratininga a historia era outra. Ali tinha um grupo de moradores de origem espanhola e no transcurso dessa rua se via deposito de ferro velho, e o outro extremo em termos de futebol, eram corinthianos. Onde nasceu a grande rixa entre alvi negros e esmeraldinos. Quem tirou proveito disso, foi Amacio Mazzaropi no filme o Corinthiano na década de 60. O Brás tinha a estação Roosevelt (estação de trem) que foi denominada de estação do Norte, devido a vinda de nordestino que desembarcavam naquela estação, formando a explosão demográfica na zona leste. Ali na próximo a estação do norte tinha o largo da Concórdia, onde se realizava grandes shows de musicas e outros eventos de arte e cultura. Foi ali na Concórdia que Francisco Alves ( Chico Viola) fez seu ultimo show em vida. Foi num sábado dia 27 de setembro de 1952, por volta das 14 horas, promovido pela radio nacional apresentado por Nelson de Oliveira. Saindo dali Francisco Alves foi para a via Dutra, onde horas mais tarde seu Buik se chocava com um caminhão morrendo carbonizado. Em 1949 o Brás recebia o governador Adhemar de Barros, para inaugurar o viaduto do gasômetro, que aliviou a passagem da rua do mesmo nome. Mas na avenida Rangel Pestana, continuava com a famosa porteira do Brás, que era manejada manualmente, cada vês que o sinal era dado dizendo que um trem da Santos-Jundiai estava se aproximando. Era só passar o trem a passagem para os automóveis ficava livre, o que não demorava muito. Nessa época 1954, eu estudava na escola Roberto Simonsem, na rua do mesmo nome, no quarteirão entre a rua do Gasômetro e rua Assunção. O compositor Adoniram Barbosa, homenageou o bairro do Brás com uma musica, cuja letra começava assim:

O Arnesto me convidou. Prum samba ele mora no BRÁS. Nois fumos e num incontremu ninguem. Nois vortemos cuma baita duma reiva. Do outra veis nois num vai mais.



Escrito por mário Lopomo às 23h09
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Igreja Bom Jesus do Bras, localizada na Avenida Rangel Pestana



Escrito por mário Lopomo às 23h04
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O VELHO GASOMETRO, localizado na avenida Mercurio. Exalava aquele cheiro de Gaz. Muitas mulheres levavam seus filhos com problemas de bronquite para aspirar o gaz na tentativa de melhoras da doença.



Escrito por mário Lopomo às 22h57
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OLHA O BIXIGA  AI  GENTE

Escrito por mário Lopomo às 22h49
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Igreja Nossa Senhora Achiropita, localizada a rua 13 de Maio.



Escrito por mário Lopomo às 22h46
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OS ARCOS DO BIXIGA. Neste local havia um cortiço, um dos muitos que existia no bixiga. O prefeito Jânio Quadros, que sempre detestou esse tipo de moradia, que ele chamava de pardieiro. Retirou os moradores dali, e mandou escavar o terreno, e para surpresa de todos debaixo daquele barranco se encontrava os arcos que fora construidos muitos anos antes. Segundo se soube depois. O material (tijolos) tinha sido importado da Italia.



Escrito por mário Lopomo às 22h22
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BELA VISTA - BIXIGA

Em 23 de junho de 1878, o jornal Província de São Paulo anunciava na sua primeira página: "Vendo por propostas todas as matas dos terrenos do bexiga pertencentes a A. J. L. Braga e Companhia". Estava dada a largada para o nascimento do bairro mais emblemático da capital: o Bixiga. Nessa época a capital já experimentava o crescimento com a chegada dos imigrantes; os italianos que não toparam a aventura ingrata de colher café no interior, se interessaram pelos terrenos e aproveitaram os preços baixos - para lá, se mudaram em bando.

Por coincidência, a área era rodeada de Ruas estreitas com 60 palmos de largura e aclives lembrando bem as pequenas aldeias da Itália. A maioria dos estabelecidos eram italianos calabreses, que logo perceberam na nascente metrópole a falta de mão-de-obra especializada. Lá foram eles: sapateiros, artesãos, padeiros, quitandeiros - e tudo mais que um simples meio de sustento. A partir de 1890, o bairro experimentou uma nova onda de crescimento com chegada de mais imigrantes: portugueses, espanhóis e mais e mais italianos. Isso sem contar os negros recém libertados. No início era uma imensa torre de Babel onde ninguém. entendia ninguém, mas acabaram se acostumando uns com os outros e a coexistência foi pacífica. BELA VISTA - BIXIGA

Em 23 de junho de 1878, o jornal Província de São Paulo anunciava na sua primeira página: "Vendo por propostas todas as matas dos terrenos do bexiga pertencentes a A. J. L. Braga e Companhia". Estava dada a largada para o nascimento do bairro mais emblemático da capital: o Bixiga. Nessa época a capital já experimentava o crescimento com a chegada dos imigrantes; os italianos que não toparam a aventura ingrata de colher café no interior, se interessaram pelos terrenos e aproveitaram os preços baixos - para lá, se mudaram em bando.

Por coincidência, a área era rodeada de Ruas estreitas com 60 palmos de largura e aclives lembrando bem as pequenas aldeias da Itália. A maioria dos estabelecidos eram italianos calabreses, que logo perceberam na nascente metrópole a falta de mão-de-obra especializada. Lá foram eles: sapateiros, artesãos, padeiros, quitandeiros - e tudo mais que um simples meio de sustento. A partir de 1890, o bairro experimentou uma nova onda de crescimento com chegada de mais imigrantes: portugueses, espanhóis e mais e mais italianos. Isso sem contar os negros recém libertados. No início era uma imensa torre de Babel onde ninguém. entendia ninguém, mas acabaram se acostumando uns com os outros e a coexistência foi pacifica Os primeiros registros referentes ao Bixiga são de 1559, e dão conta de uma grande fazenda chamada Sítio do Capão, cujo dono era o português Antônio Pinto (capão é uma porção de mato isolado no meio do campo). Décadas mais tarde o local passou a se chamar Chácara das Jabuticabeiras, devido ao grande número de frutas existente nas imediações. já na segunda década do século 18, Os primeiros registros referentes ao Bixiga são de 1559, e dão conta de uma grande fazenda chamada Sítio do Capão, cujo dono era o português Antônio Pinto (capão é uma porção de mato isolado no meio do campo). Décadas mais tarde o local passou a se chamar Chácara das Jabuticabeiras, devido ao grande número de frutas existente nas imediações. já na



Escrito por mário Lopomo às 22h09
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O Bixiga foi crescendo lentamente, sempre dominado pela dualidade de idiomas (português e italiano). Aliás, em algumas Ruas do bairro o italiano era muito mais falado do que a língua-pátria. que o compositor Adoníran Barbosa eternizou em centenas de canções e mesmo não sendo do bairro, acabou como símbolo do mesmo.

Em 1948, finalmente o Bixiga encontrou, a sua vocação. Ela o tornaria o mais paulistano e o mais boêmio de todos os bairros da capital. Nesse ano, Franco Zampari alugou um prédio na Rua Maior Diogo e nele instalou o TBC - Teatro Brasileiro de Comédia -, que seria a grande semente da agitada vida cultural e noturna do Bixiga, que perdura e cresce a cada dia. Foi o primeiro passo para transformar o bairro na "Broadway-Bixiga".

Novas casas de espetáculos foram sendo montadas, como o Teatro Imprensa, o Sérgio Cardoso, o Ruth Escobar e outros. Isso sem contar o Teatro Bandeirantes na Brigadeiro Luís Antônio, onde a inesquecível Elis Regina ficou mais de um ano em. cartaz com o show "Falso Brilhante" (um marco na história dos musicais brasileiros).

Hoje, o Bixiga exala cultura, seja pela qualidade dos espetáculos, seja por suas Ruas - agora bem cuidadas -, ou pelos tipos maravilhosos, diferentes e estranhos que por elas circulam. Ainda na parte cultural, tinha o esporte em que predominava o futebol.

Tinha o Luzitano, O Edem Liberdade , O Itororó, Boca Juniros, time em que jogava o cantor Agostinho dos Santos. Houve uma cisão no Boca Juniors tendo uma parte de seus integrantes fundando o Aristocrata Clube. Uma da comunidade negra onde tinham pessoas de alti nivel cultural, como advogados, juises e de profissionais liberais. Com sua sede de campo onde tambem havia o gramado na região de Parelheiros.

Armandinho Puglisi foi o pioneiro do que hoje se chamam agentes culturais. Que nasceu, como não podia deixar de ser, no mais significativo dos bairros culturais de São Paulo: o Bixiga. Descendente de italianos, nasceu com ajuda de parteira em 1931, em casa na rua dos Ingleses. Cresceu, brincou, estudou, trabalhou, fez amigos, casou, sambou, agitou, tudo sempre amando o bairro do Bixiga. Criou o Museu do Bixiga, reunindo peças do cotidiano da vida do bairro, e participou de todos os movimentos para elevar o nome do lugar, inclusive assíduo frequentador do Bloco dos Esfarrapados e da Vai-Vai. Seu espírito boêmio sintetizava a personalidade do Bixiga, e cativou a todos que o conheceram, deixando sementes para as gerações futuras de frequentadores no Museu do Bixiga. Foi ele tambem o criador do museu do óculos, tendo ali peças de pessoas de grande influencia não só Bixiga como da cidade de São Paulo. Armandinho tambem foi quem inspirou o bolo de aniversario da cidade de São Paulo. Um bolo do tamanho da idade da cidade de São Paulo. Este ano o bolo vai ter 452 metros de comprimento.

João Rubinatto (Adoniram Barbosa) Eternisou o bairro do Bixiga no cenario artistico musical com,

O SAMBA DO BIXIGA

Domingo nóis fumo num samba no Bixiga
Na Rua Major, na casa do Nicola
à mezza notte o'clock, saiu urna baita duma briga
Era só pizza que avoava, junto com as brajola

Nóis era estranho no lugar
E não quisemo se meter
Não fumo lá pra brigar
Nóis fumo lá pra comer
Na hora H se enfiemo debaixo da mesa
Fiquemo ali de beleza, vendo o Nicola brigar
Dali a pouco escuitemo a patrulha chegar
E o sargento Oliveira falar:
"Num tem importância, vou chamar ditas ambulância!"
Calma pessoar! A situação aqui tá muito cínica!
Os mais pior vai pras clínicas.



Escrito por mário Lopomo às 22h08
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Faixa chamativa a festa de N. S. Achiropita, realisada em agosto.



Escrito por mário Lopomo às 22h00
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Cantina  pertencente  a paroquia, como parte de conseguir dividendos necessarios a manutenção do templo.



Escrito por mário Lopomo às 21h55
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Rua 13 de maio, onde se realisa todo mês de agosto  a festa em homenagem a nossa Senhora Achiropita.



Escrito por mário Lopomo às 21h48
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                                              AVENIDA PAULISTA

     O CARTÃO POSTAL DA CIDADE  DE SÃO PAULO



Escrito por mário Lopomo às 23h46
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Estação Masp trianon, uma das tres estações do metro  da avenida pailista



Escrito por mário Lopomo às 23h17
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Edificio do Masp. Museu de Art de São Paulo. Uma grande obra da arquiteta  Lina Bobardi,  que era esposa do diretor do Masp Pietro Maria Bardi. Um  sonho  de Assis Chateaubriant.



Escrito por mário Lopomo às 23h13
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                        AVENIDA PAULISTA

A avenida paulista, já pelos anos 20 era uma rua de terra com arvores por toda sua extensão mostrando que seria no futuro uma avenida bem ordenada. Foi ali no espigão da cidade que os barões do café, e mais os endinheirados Sírios e Libaneses começaram a construir casarões que por muito anos ficaram engalanando e mais bela avenida da cidade de São Paulo. Foi ali que um imigrante italiano completamente pobre e que com o correr dos anos, já rico construiu também sua bela mansão. Era Francisco Matarazzo, que se tornou conde depois de conseguir transformar sua pequena industria de fundo de quintal, num complexo industrial dos mais fantástico que perdurou por muitos anos até depois da morte do Conde Francisco Matarazzo II, filho do pioneiro da IRFM, Industrias Reunidas Francisco Matarazzo. Sua bela mansão ficava na Avenida Paulista, esquina com a rua Pamplona. Era na avenida Paulista que se realizava o corso no carnaval Paulistano. Desfiles de carros abertos com pessoas jogando confetes e serpentinas borrifando lança perfume nos brincalhões do carnaval, tudo dentro do maior respeito, esse desfile de carros alegóricos era chamado de CORSO. Ate a metade dos anos trinta, a Avenida Paulista teve o desfile do corso. Mas, com a morte do conde Francisco Matarazzo I, a pedido da família, o corso não foi realizado aquele ano. No ano seguinte os organizadores resolveram não mais realizar o corso, que foi uma das referencias das brincadeiras sadias do carnaval. Do espigão da avenida paulista se avistava o, Jardim Paulista. O Jardim Paulista do bonde 40, que descia a Pamplona, e deslizava até o largo, onde contornava entrando na rua Veneza e retornava a Pamplona, quase sempre sendo chocado pelos entregadores de mercadorias com suas bicicletas de pneu balão e seus, cestos por cima do Guidom. A avenida paulista me era muito familiar. Era por ela que eu ia ao Pacaembu, assistir os jogos de futebol. Descia no túnel Nove de Julho subia a rampa do túnel e caminhava pela Paulista até a rua Itapolis, para pegar as escadarias que descia para o estádio. No trajeto ia embevecido apreciando aqueles magníficos casarões. Também observava os primeiros prédios que se erguiam na avenida. Um dos primeiros foi o edifício Baronesa do Arari, que se deteriorou com o decorrer do tempo e foi restaurado a poucos anos atrás. É um prédio onde residem muita gente famosa que foi envelhecendo juntamente com o edifício, e dali só saem mortos. Neste condomínio, até hoje ainda se vê pessoas de bastante idade contando historias da majestosa avenida. O outro famoso foi o, Sant Honoré, um edifício de grande porte que serve apenas a moradores. De todos edifícios construídos no correr do tempo o que preservou sua arquitetura antiga e singela, foi aquele que preservou a Casa das Rosas, inteiramente reservada a cultura, onde se realizam exposições, lançamentos de livros e outras atividades culturais. Sua frente ficou intacta com o prédio construído nos fundos. Também o instituto Pasteur e o grupo escolar Rodrigues Alves estão preservados pelo patrimônio publico. Mais tarde veio o conjunto nacional onde foi colocado um grande "luminoso" com a publicidade da Wilys, e o relógio digital, talvez o primeiro que a cidade teve, como a avenida Paulista estava no alto, toda a cidade via aquele monumento oferecendo a hora, principalmente a noite quando era mais visível, pelo fato de não existir muitos prédios altos pela cidade.



Escrito por mário Lopomo às 22h53
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Edificio Baronesa do Arari, um dos primeiros edificios a ser construido na avenida paulista.



Escrito por mário Lopomo às 22h46
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Avenida paulista esquina com a rua pamplona. Aqui ficava a mansão da familia Matarazzo. No governo socialista do PT, (Luiza Erundina) cogitou-se fazer o museu do trabalhador. Demolida,  hoje é um estacionamento.   Restou somente o portal onde era a recepção da moradia.



Escrito por mário Lopomo às 22h34
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Tunel nove de julho que da passagem para quem vem das zonas sul e oeste, para o centro da cidade,  passando por baixo da avenida Paulista.



Escrito por mário Lopomo às 22h26
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Avenida nove de Julho passa pelo tunel do mesmo nome, que fica sob a avenida paulista



Escrito por mário Lopomo às 22h12
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                       Preparem-se 

      Para um Passeio pelo Parque do          

                         Ibirapuera



Escrito por mário Lopomo às 22h06
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Play Grond   do parque  onde as crianças choram na hora em que as mães chamam para ir  ir embora



Escrito por mário Lopomo às 22h02
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O parque do Ibirapuera aferece muitos gramados para o descanso dos adultos e brincadeiras das crianças



Escrito por mário Lopomo às 21h57
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Mausoléo dos herois da revolução constitucionalista de 1932 (tambem chamado de obelisco) obra realizada pelo escultor  Galileu  Emendabile. A construção desse monumento foi feito no próprio parque do Ibirapuera. Ao contrario do que dizem, o monumento não foi inaugurado em 1954, e sim tempos depois.  A grande festa em que esse monumento recebeu foi em 1957, quando dos 25 anos da revolução constitucionalista. Ocasião que visitava o Brasil, o presidente de Portugal Craveiro Lopes. 



Escrito por mário Lopomo às 21h54
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Fonte iluminada na noite de inauguração. Este  foi um presente do grupo pão de açucar a cidade de São Paulo.



Escrito por mário Lopomo às 21h30
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Anteriormente a nova fonte do lago do ibirapuera havia esses dois canhões de agua para oxigenio aos peixes e para amenisar a  poluição  das aguas proveniente do corego do sapateiro.



Escrito por mário Lopomo às 21h25
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