O HISTORIADOR


 O PRIMEIRO MATADORURO  DE SÃO PAULO

 

O primeiro matadouro de São Paulo foi construído nos campos do Bexiga, em meados do século XVIII, do terreno do antigo curral do conselho. Em 1830. Cogitou-se da mudança dele para a praça da alegria, posteriormente largo do Arouche. A idéia não vingou, não só porque só porque foi contrario a edilidade, por também terem as câmaras tratadas que deliberado que deliberavam que o novo matadouro fosse nos fundos da chácara  denominada do Bexiga, pois  a comissão  permanente parecia que o lugar indicado era muito impróprio às comodidades publicas pela  distancia e pelo perigoso transito dos gados  que diariamente em pequenos magotes, deviam atravessar a cidade para aguardar o corte no campo de Santo Amaro. Em 3 de agosto de 1835 lembrou-se a convivência de nomear uma comissão para dar parecer, circunstanciadamente, a respeito das vantagens por

inconveniente da localização do referido matadouro do pasto do Bexiga. Enfim foi construído no vale do Caguaçu, bairro da Pólvora, próximo dos tanques  de Santa Teresa e São Francisco ao lado do antiqüíssimo caminho do carro que sai para Santo Amaro ficou conhecido  nos anais paulistano com a denominação de o  matadouro do Humaitá. O chão da fazenda do homem que a historia conta não ter concordado em ser rei – Amador Bueno --- principiado do outro lado do Anhembi (Rio Tiete) e compreendia, alem de outras terras, a área dos bairros chamados Casa  Verde e Santana, mas, de onde o nome Casa verde?  Conta a historia que o general Reidom Arouche foi pai de sete lindas garotas: Ana, Caetana, Antonia, Pouqueria, Maria, Gertrudes e Reduzinda. Todas alcançavam muitos anos de vida sendo que Antonia  viveu cem anos  ora contam os cronistas. Era comum vê-las – Pudica e tímida entrar e sair da sua casa “localizada a joalheria Castro, na rua Anchieta” indo ou vindo da igreja ou atarefadas com os trabalhos domésticos. Acontece, que esta casa era pintada de verde e, daí, ficaram conhecidas como “as meninas da casa verde”. 

Ah! Acontece, ainda que as meninas  repartem seu tempo entre as casas da cidade e a antiga fazenda  de Amador Bueno no então propriedade do general Arouche. Daí  o povo dizer. Chácara das meninas da Casa Verde. No decorrer dos anos  a denominação foi encurtada para Casa Verde. Hoje, a  Casa Verde um dos mais progressistas bairros  paulistanos emoldurado pelo Tiete, a casa verde se lança como imenso anfiteatro de onde se pode apreciar o fantástico crescimento vertical de São Paulo

texto de Nelson de Azevedo

Pesquisa de Mario Lopomo



Escrito por mário Lopomo às 14h28
[ ] [ envie esta mensagem ]


 

       A IGREJA DOS REMEDIOS

 

Baluarte da liberdade contos de historia a margem da historia.

Chão batido, ampla, quase ligada a Sé, da qual se separa hoje apenas pela catedral. As ruas das flores, Tabatinguera, Carmo, Santa Luzia e outras, pelos lados da Gloria, se constituíam de residências que São Paulo tinha mais representativa. Ali a nobreza e a burguesia endinheirada, tinha o seu quartel e menos escravos  periodicamente se realizavam as comemorações religiosas, avoltando pela concorrência  de fieis, as prosissoões que cortavam exatamente as ruas  da elite. Os andores da senhora dos remédios e dos santos tinham cortinados que desciam até o chão. Quase toda a irmandade era composta de libertadores. Irmãos,  envergando suas  roupas vermelhas e levando a mão pedaços rija peroba a cujo topo iam tocos de velas acompanhavam, vigilantes, a procissão. Os cantos e orações se erguiam aos céus.As famílias nobres se debruçavam sobre as janelas enfeitadas, a passagem do cortejo, rezando também. De repente se encaravam a porta. Dela saia correndo  um negro que se ia abrigar debaixo de um dos andores. A cena se repetia mais adiante.  A procissão ganhava a várzea do Glicério, onde a multidão, de Joelhos, esperava que passasse... Lá em baixo, na várzea, os capitães de mato esperavam. Eles sabiam que as fugas se dariam. Tentavam, então, sortidas cautelosas  procurando filtrarem entre os fieis. Eram repelidos pelos irmãos de  roupas  vermelhas que faziam “uso e abuso”  de suas tochas rijas. A tragédia que bem que sabidas e esperada passava quase que despercebida...

A irmandade dos remédios com a sua procissão, subia a Gloria e retornavam e retornavam ao  templo às senhoras  os santos, recolocados nos seus altares. De sobre os andores saiam os escravos levados para a sacristia onde aguardariam  o instante da liberdade. Fora, guardando a praça, ficavam os capitães de mato nunca tentaram entrar na igreja para dela retirar os escravos respeitavam o templo. A religião era freio sensível, mesmo nos dias de Gloria dificilmente a própria policia tentaria isso. Às vezes os pretos ficavam semanas no templo. A vigilância dos vigilantes pelos abolicionistas... afinal, aqueles eram chamados a outros afazeres e desistiam de guardar a praça. Então em noite de neblina, da antiga extensa neblina  paulistana, os abolicionistas chegavam  reuniam os escravos tocavam Gloria abaixo se embrenham  no Sacomã  até atingir o antigo caminho dos padres. Ali estavam os guias... E os homens libertos, aspirando os pulmões com o ar da liberdade, felizes, cantando suas canções nostálgicas, empreendiam a jornada olhos fitos no azul da Paranapiacaba. Quando alcançavam o topo da serra viam o mar lá em baixo e criavam novas forças para o trajeto final que era o Jabaquara. Jabaquara era o quilombo livre no quintal do sargento Mor Raimundo Alves dos Santos  Prado Leme (oriundo de uma   nobre família Algarves)  foi onde nasceu o primeiro pé de café de Campinas a republica dos negros que bastou a si  mesma, localizada ao pé do Monte Serrat em Santos. Eis, um rápido bosquejo,dentro da historia, um episodio que poderia ser tema para um livro. Dele se destaca o trabalho olejo curio dos abolicionistas e a função maravilhosa da igreja dos remédios e de sua irmandade. A igreja não existe mais.  O moloch  do progresso duas dezenas de anos transformou a fisionomia provinciana da praça  João Mendes.

(Gumercindo Fleury)

 A  GAZETA 25 DE JANEIRO DE 1954

Pesquisa de Mario Lopomo



Escrito por mário Lopomo às 14h24
[ ] [ envie esta mensagem ]


O LARGO do PIQUES e o OBELISCO

 

No local, cercado de arranha-céus, que hoje chama praça da Bandeira, existiu, outrora, um largo que se chamava largo da memória dado pela câmara municipal, mas o povo passou a chamá-lo de “Piques”.   O, piques  era o limite da cidade, do  lado de um campo, onde havia  uma capelinha sob o patrocínio de Nossa  Senhora da Conceição. Disso resultou o nome de um bairro, de um cemitério, de uma rua. Na ladeira, hoje chamada de Quirino de Andrade, havia uma porteira e, depois dela,  o caminho de Itu, ladeada de campos. O largo do Piques era uma espécie de bacia ou fundo de buraco, por ele passando o riacho Anhangabaú (rio do diabo) Ali, sob o riacho, o governador Lorena mandara fazer uma  ponte, chamada “ponte do Lorena,”  em 1794. Logo abaixo, as proximidades da  atual “praça do correio”, outra ponte fora construída sobre o riacho: A “ponte do Açu”, a parte atravessada pela ponte do Lorena o povo chamava: Anhangabaú de cima; a da “ponte do Açu” Anhangabaú de baixo. Na parte do Anhangabaú de cima, o terreno subia para a atual rua Xavier de Toledo  e  terminava num grande barranco, mais tarde chamado de “o Paredão” (a rua Xavier de Toledo teve como nome de primitivo o de rua  do “Paredão”). Em 1814 ocupava o governo de São Paulo o conde da Palma, em substituição a um governo de uma junta governativa, formada pelo bispo Don Matews  Pereira, pelo ouvidor “juiz”   dr.Nuno de Lucio e pelo chefe de esquadra  Miguel de  oliveira Pinto, com o governo provisório acaba também uma terrível seca que assolará a lavoura paulista.  O governo determinou então que, com material que se achava abandonado nas proximidades da ponte do Lorena” pedras e ferros velhos”, o engenheiro militar “mais tarde marechal” Daniel Muller manda-se levantar um obelisco, como lembrança  da terminação da famosa seca de 1814 e da normalização do governo paulista. São Paulo, neste ano deixou de ser governado por uma junta administrativa para ser por  um governador.  E assim, em 1814, o obelisco foi inaugurado, sem festa, sem solenidade, nem a presença de autoridades, por um funcionário publico que, no meio de meia dúzia de curiosos, o entregou a municipalidade. É o largo, do qual se levantara feito como lembrança, recebeu o nome “largo da memória”, dado pela câmara. O povo, vendo aquele obelisco, que lembrava uma ponta de lança furando o espaço, passou a chamá-lo de “Pique”, em vez de obelisco ou pirâmide. O largo, que primitivamente  chamava-se da ponte, batizado com o nome de largo da memória,  ficou desde logo conhecido  pelo de “largo do pique”, adulterado para “Piques”.

O obelisco,  construído pelo pedreiro  Vicente Pereira,   em 1814,  sob as vistas de o engenheiro militar Daniel Muller, foi reformado e embelezado, como está hoje, no governo de Washington Luiz,  em  1921. Lembre-se que nesse local  ouve um mercado de escravos, em tempos idos.  Os donos de negros ou mulatos, quando queriam  vendê-los, os levavam ao largo do Piques, onde, aos sábados, havia  leilões ou compra  e venda de gente    escravizada. O escravo era  considerado uma mercadoria e dava -se o nome “peça”. Uma “peça”  duas “peças”  e  um “escravo”, dois  “escravos”. Alguém que quisesse  vender ou comprar escravo iam ao mercado de negros no largo do “piques”.

  

Assis Cintra – 25 de Janeiro 1954



Escrito por mário Lopomo às 14h20
[ ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]
 
Histórico
11/02/2007 a 17/02/2007
02/07/2006 a 08/07/2006
02/04/2006 a 08/04/2006
19/03/2006 a 25/03/2006
08/01/2006 a 14/01/2006
01/01/2006 a 07/01/2006
25/12/2005 a 31/12/2005
11/12/2005 a 17/12/2005
04/12/2005 a 10/12/2005
27/11/2005 a 03/12/2005




Votação
Dê uma nota para
meu blog



Outros sites
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis